Sempre quis estudar em Stanford, Harvard, Berkeley, mas nunca teve oportunidade de fazer um intercâmbio? Que tal frequentar aulas dessas e de outras universidades ao redor do mundo - incluvive as melhores do Brasil - sem sair de casa? E, melhor, ainda, sem sair da frente do computador?
Há algum tempo isto se tornou possível através dos Moocs - cursos virtuais gratuitos, em nível universitário - que consistem em vídeo-aulas disponibilizadas por essas universidades, abrangendo as mais diversas áreas do conhecimento.
Não é emitido nenhum tipo de certificado, mas, na minha opinião, isto é o menos importante. Acredito que esta inovação pede uma discussão muito maior do que a possibilidade de certificação à distância: trata-se de uma revolução no acesso ao conhecimento.
De acordo com informações do CETIC, o Brasil tem hoje 80 milhões de acessos mensais à internet, dos quais 66% procuram por educação e treinamento (Fonte: Porvir). Este dado é apenas uma amostra do quanto as pessoas se interessam por educação. Neste sentido, o oferecimento de cursos por universidades de referência dá uma nova face a esta busca por educação: a seriedade e credibilidade das informações estudadas.
Basta encontrar um tema de interesse e clicar o play.
| (Quem quer ser um universitário?) |
Não sabe falar inglês? Isso não é mais um impedimento: o Veduca é um portal brasileiro que reúne vídeo-aulas de mais de dez universidades ao redor do mundo (inclusive as brasileiras USP e Unicamp) e a grande maioria dos vídeos já possuem legenda em português. Há cerca de 5.400 vídeo-aulas e 250 cursos disponíveis.
E aí, por onde começar?
Marina, gostei muito da postagem! Acredito que muitos de nós admira tais universidades estrangeiras que voce mencionou, e claro, além do prestígio, todas nos trazem contribuiçoes importantissimas em pesquisas e descobertas. resolvi comentar aqui por falar de um assunto que tem relaçao com assistir aulas em outros idiomas. O governo brasileiro, em parceria com o governo frances, criou um curso online e gratuito dessa lingua, no link http://francoclic.mec.gov.br/ Vemos cada vez mais como a internet pode nos ajudar em tantos temas né?
ResponderExcluirQue bacana, Franciele! Não conhecia essa iniciativa do MEC. Recentemente eles também lançaram um curso online de ensino de inglês (http://www.myenglishonline.com.br/) totalmente gratuito, e que abrange os mais diversos níveis de domínio do idioma.
ExcluirCreio que essas iniciativas são muito bem vindas, e deveriam ser ampliadas para outros idiomas!
É sempre bom lembrar que a internet vai muito além das redes sociais, que com ela como ferramenta podemos sim adquirir e chegar a conhecimentos grandes, interessantes e confiáveis, vindos de Universidades conhecidas e reconhecidas pelo mundo, ainda mais ver que brasileiros trabalhem para fazer com que essa conhecimento, que em sua maioria vem de outros idiomas, chegue a todos que tem o interesse em aprender.
ResponderExcluirÉ isso mesmo, Daniela! Acho que, como educadores, temos a tarefa de mostrar aos nossos alunos exatamente isso: a internet não é feita só de redes sociais. Temos que, primeiro, pesquisar, conhecer e estar antenados às discussões acerca da nossa área de interesse e, a partir daí, divulgar aos nossos alunos como acessar novos conhecimentos e as tantas possibilidades que a internet oferece para a educação!
ExcluirEu não fazia ideia dessa iniciativa. Com certeza é uma ótima solução para aqueles que não tem condições de fazer um intercâmbio (como eu!). E eu concordo com a questão do certificado, as pessoas hoje só ficam caçando diplomas mas acabam não adquirindo conhecimento nenhum. Obrigada por partilhar a informação! Parabéns pelo blog!
ResponderExcluirÉ verdade, Milena, com essas aulas dá pra fazer um "intercâmbio virtual"! Essa preocupação do site em legendar todos os vídeos (sim, a expectativa deles é que, em breve, todos os vídeos estejam legendados) é uma forma de ampliar ainda mais o acesso ao conhecimento, tirando o idioma como obstáculo!
ExcluirTem razão Anderson! Acho muito válida essa parte criativa e desinteressada da internet! Mas não pode ficar só nisso. Muitas vezes entramos na internet após um dia cansativo de trabalho e estudos, e tudo o que queremos é distração (espaço que a televisão ocupava há uns 10 anos). Mas acho válido reservar momentos para a busca de informações e conhecimento através da rede!
ResponderExcluirNão sabia disso, gostei da ideia! Não somente pelo fato do conteúdo, por ser instituições renomadas, mas também para conhecermos novas dinâmicas de aula, já que estamos há quase quatro anos tendo as mesmas dinâmicas na universidade!
ResponderExcluirBem pensado, Lívia! Não tinha pensado nesse aspecto técnico-pedagógico! Conhecer novas práticas também é parte do nosso processo de trabalho!
ResponderExcluirGosto muito da internet e o que ela proporciona, imagina...assistir cursos que são ministrados do outro lado do mundo, que maravilha!!! Contudo, devemos aprender a organizar nosso tempo para conseguirmos aprender, não é fácil aprender inglês ou seguir um curso on-line, a gente precisa ser muito disciplinado. Mas, valeu muito a dica!!!
ResponderExcluirTem razão Lidiany! Para seguir um curso online a sério temos que ter tanta - ou até mais - disciplina quanto num curso regular. Se não for assim, vai ser apenas mais um vídeo, e não uma aprendizagem efetiva.
ExcluirNunca presenciei uma discussão sobre EAD em sala de aula na Unicamp, acredito que isso é uma das lacunas do nosso curso, entre tantas outras. Acho interessante ter esse acesso ao conhecimento, como foi comentado, porém, acho preocupante. Ele deveria ser usado como suporte num curso presencial e não como um CURSO.
ResponderExcluirSabemos que o ensino à distância está aumentado, já existem cursos de Pedagogia de 3 anos à distância, o que eu acho um absurdo! Acredito que faltou esse alerta nessa postagem, esse ensino à distância priva o estudante de contato e interação, mesmo que ele não adquira nenhum certificado, nenhuma habilitação, é preocupante.
Você levantou um ponto interessante, Vivian. Pessoalmente, não sou contra cursos à distância, mas sei bem que a qualidade e o compromisso com uma formação completa nem sempre são uma premissa. Assim como tantas faculdades privadas de menor porte ("uniesquinas"), que oferecem cursos mais acessíveis, o EAD também ficou tachado como sendo de segunda linha. Mas acredito verdadeiramente que, se bem planejados e executados são uma ferramenta de ensino muito promissora.
ExcluirConcordo com a Vivian, também acho preocupante o crescimento do ensino a distancia pois os alunos ficam privados do contato pessoal. Também penso o quão difícil é para quem faz EAD tirar uma hora só para estudar. Nós temos dificuldade de nos focarmos até mesmo dentro da sala de aula: conversamos, um celular toca, paramos para ir no banheiro.... São muitas as distrações que nos impedem de focar, imagino como é isso em casa....
ResponderExcluirTem razão Pâmela. Mas peço licença para discordar. Querendo ou não, estamos vivendo uma nova forma de comunicação: mesmo estando na sala de aula, como você comentou, conversamos pelo celular e pela internet com pessoas em outros lugares. Isso também é interação e contato pessoal. Os estudantes de EAD também estão em contato com redes de pessoas da mesma área e podem trocar experiências mesmo que seja online: basta querer. Não se trata de ficar alienado do mundo através da internet, mas de usá-la a seu favor para ampliar as possibilidades de aprender e comunicar-se.
Excluir(Não estou declarando o fim das relações "tete-a-tete", que são fundamentais, mas mostrando que uma nova forma de comunicação surge, e ela não é de todo ruim!)
Nossa, que ideia genial! Infelizmente ainda não tinha conhecimento algum sobre isso, mas achei fantástico.
ResponderExcluirConcordo com você, Marina... O certificado é o que menos importa nesses casos onde se busca mais conhecimento e informações diversificadas das melhores Universidades do mundo.
Que delícia deve ser assistir aulas ministradas por professores de altíssimos níveis em casa, pela internet. Demais!! Amei a dica =)
Que bom, Mayara! E também tem muitos canais no youtube que podem ser usados em sala de aula, como experimentos de laboratório e muitas outras opções!
ExcluirDeixo aqui mais uma dica, que pode ajudar no trabalho em sala: o canal do Manual do mundo (http://www.youtube.com/user/iberethenorio?feature=watch) que tem vídeos muito variados, de experimentos físicos a receitas fáceis!
Vendo essa postagem vejo como um blog de educação não é feito só de práticas, é a relação de várias coisas que trazem cultura e possibilidades.
ResponderExcluirNos dias atuais os jovens buscam cada vez mais estudar em outros países, e com essa dica é fundamental para quem busca essas opções.
Muito boa dica.
Verdade Ana. Penso também que, cada vez mais, estas ferramentas irão auxiliar a complementar nossa educação acadêmica, que ainda deixa bastante falhas!
ExcluirNão conhecia essa ferramenta,adorei a dica.Poder conhecer as aulas das melhores universidades do mundo sem sair de casa!
ResponderExcluirAchei interessante a dica, bem como as postagens acerca dos cuidados que devem ser tomados com a EAD. Eu realmente não tenho propriedade para falar sobre a EAD (embora não seja muito otimista em relação a essa forma de ensino), mas sou a favor de toda forma de socialização de conhecimento.
ResponderExcluirCom ferramentas como as que apresentamos a socialização do conhecimento ganha proporções quase ilimitadas. As ferramentas web 2.0 oferecem a possibilidade de trabalhar colaborativamente na produção e difusão de conteúdos. Pessoalmente, sou otimista em relação a isso.
ExcluirLi que no Veduca, quando você cursa cursos de Unversidades como Unicamp e USP, você vai até a universidade para efetuar uma prova ao final das aulas e, de acordo com sua nota, você recebe sim um certificado. Não sei se essa informção procede. Concordo que isso não é o primordial, mas partindo do princípio de que o mundo atual sempre exige "uma comprovação" do que dizemos, já que existe a possibilidade, é interessante conseguirmos o diplona. Pretendo iniciar algum curso no VEDUCA, mas só depois que eu, finalmente, concluir a graduação. Muito bom o post Marina, vamos compartilhar a informação.
ResponderExcluirLegal sua contribuição, Sabrina. E partilho da mesma dificuldade que você: o tempo. Costumo brincar que a graduação atrapalha meus estudos.
ExcluirPor ainda estar baseada em uma lógica tradicional, a universidade (e a escola como um todo) acaba por tomar muito tempo, que poderia ser otimizado em uma dinâmica com dispositivos web integrados. Isso nos daria mais tempo para - acredite - estudar!
Adooooooorei!!!!
ResponderExcluirSonho com um intercambio, com uma viagem para o exterior, cursar um semestre fora!
Super dica!!!!
Não sabia desse recurso! Vou me informar mais e VAMOS DIVULGAR!!
Aproveite e comece seus estudos de dentro de casa! Veja as opções de cursos que te interessam e compartilhe suas experiências com a gente!
ExcluirParece ser uma iniciativa bacana, mas mesmo sim me pego pensando sobre as experiências que um intercâmbio poderiam proporcionar para as pessoas.
ResponderExcluirConfesso que sempre tive um pé a trás com EAD, mas há algum tempo venha fazendo uso deste, em um dos sites de ensino de línguas citado nos comentários deste post. Está experiência está, sem dúvidas, me rendendo novas aprendizagens, mas as relações que eu poderia estabelecer em uma sala de aula, por exemplo, não existem. Sim, estamos iniciando e conhecendo novas de formas de comunicação, mas tenho medo que as EAD's cresçam de uma tal forma a ocupar grande espaço educacional daqueles cursos que não exigem laboratórios, como por exemplo a pedagogia.
Dá sim para se fazer discussões via internet, como o nosso próprio teleduc apresenta, em forma de fóruns de discussão. Mas o vivido, presente, real, ainda é fundamental, a meu ver, para resignificação do vivido por parte das pessoas.
Por este motivo citei os intercâmbios. Sem dúvida, o que deveria importar são os conhecimentos adquiridos e não somente os diplomas. Mas as experiências vividas em um outro país, em uma nova cultura, infelizmente os cursos on line ainda não podem nos oferecer, e este tipo de aprendizado fica restrito aqueles que possuem poder aquisitivo para tal, ou cursam determinada graduação, mais valorizada no Brasil.
Concordo em grande parte com o que você expos, Thais. A experiência vivida é realmente incomparável, inclusive cognitivamente. Acredito, entretanto, que a grande questão do EAD e dessa nova forma de comunicação é a possibilidade sem precedentes de difundir o conhecimento, não restringindo-o a ambientes aos quais poucos têm acesso, como boas universidade e, desta forma, democratizando-o.
ExcluirNossa, que bacana!! Não sabia da existência dessas ferramentas!
ResponderExcluirUma possibilidade interessante para todos e, principalmente, para quem tem vontade de estudar fora, mas no momento não pode... vai estudando por aqui mesmo e fica com "um gostinho de quero mais" para ir para o intercâmbio!
Seu comentário me fez pensar que, além da difusão do conhecimento em si, estas ferramentas também podem nos dar uma visão da cultura e das formas de interação social (ao menos no ambiente acadêmico) em um país. Isto poderia ajudar na "ambientação" antes de ir para um intercâmbio! O que acha?
ExcluirGostei muito de saber que existe este tipo de iniciativa que pode facilitar muito a nossa vida sem sair de casa. Para mim isso é muito interessante, porque tenho família e pensar em estudar fora não fazem parte dos meus planos pelas condições. Bom, por enquanto, tenho trabalho de sobra com as atividades da faculdade, mas quem sabe quando terminar a graduação.Uma ótima oportunidade de continuar estudando por meio de instituições bem qualificadas.
ResponderExcluirGrata por essa informação.
Este post está muito interessante, deixou muitos pontos para a discussão e ainda tocou, de forma atenciosa, em um assunto delicado que é a Educação a Distância. Parabéns.
ResponderExcluirAcredito que o compartilhamento de conhecimento é muito importante e a internet tem um enorme potencial para isso, facilitando o acesso para grande quantidade de pessoas.
ResponderExcluirNo entanto, como já colocado neste mesmo blog, as diferentes experiências e vivências também são essenciais. Outros posts levantaram esta questão ao falar da presença da arte e cultura na escola de uma forma geral.
Todo a forma de disponibilizar e divulgar conhecimento é válida, mas ela não deve ser confundida com um curso ou processo de formação que, na minha opinião, requer a experimentação e socialização, afinal nós só existimos dentro de uma sociedade. Acredito que estas vídeo-aulas seriam como a leitura de um livro - muito importante, mas não suficiente como formação.
Neste sentido, acho muito importante o fato de estes cursos não oferecem um diploma, pois não validam um conhecimento adquirido como uma formação.
Em nenhum momento quero tirar a validez destes conhecimentos - eles são sim muito válidos -, só acho importante apontar também a importância da dimensão experiencial da formação, como já foi colocado aqui no blog, para não cairmos na armadilha de acreditar que a internet é capaz suprir nossas necessidades de formação.
Com certeza não podemos cair nessa armadilha de que a internet supre todas as nossas necessidades de formação e interação. Esta é, inclusive uma discussão que deveria estar em destaque não apenas na educação, mas também em áreas como as ciências sociais, antropologia e psicologia.
ExcluirAssim como alguns aqui acredito que o ensino presencial seja fundamental para formação profissional e acadêmica de qualquer estudante em qualquer área.
ResponderExcluirContudo, concordo que o ensino à distância é uma valiosa ferramenta para o ensino presencial, para cursos de pós-graduação e sobretudo como ferramenta de acesso ao conhecimento, que vai de encontro às novas formas de comunicação e interação que a internet possibilita.
De qualquer forma, é uma excelente postagem. Achei interessante bem escrita e com importantes dados, uma das melhores que li recentemente...